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Um acerto afetuoso com o passado
PublishNews, Redação, 13/06/2025
Em 'O príncipe do boxe', Fabio Altman persegue os feitos notáveis de um esportista e cavalheiro dos punhos

Embora se aproxime da forma romanesca, ainda que breve, O príncipe do boxe (Seja Breve, 88 pp, R$ 64,90), de Fabio Altman, é mais um acerto afetuoso com o passado familiar, a partir de fatos biográficos e memórias compartilhadas. Conta a história incrível de Waldemar Zumbano, um dos pilares da família de pugilistas que deu às luzes do ringue o maior campeão brasileiro de todos os tempos, Éder Jofre. Neno, como era chamado, foi um pugilista comunista (ou comunista pugilista, dependendo da situação). Levantando a folha corrida exemplar do avô, Fabio Altman persegue, com argúcia de repórter e alma de escritor, os feitos notáveis de um esportista e cavalheiro dos punhos que foi preso pela ditadura Vargas, treinou companheiros e carcereiros na cadeia, chefiou os pugilistas da delegação olímpica de 1964 e chegou a ser chamado de “Príncipe” por um dos príncipes da poesia brasileira, entre outras aventuras. Fábio Altman é jornalista e um dos redatores-chefes da revista Veja.

[13/06/2025 07:00:00]
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