Autora aborda em livro de 1986 o período em que viveu em Gana, nos anos 60, época em que muitos afro-americanos buscavam na África uma reconexão com suas raízes
Em seu quinto livro de memórias, de 1986, publicado pela primeira vez no Brasil, Maya Angelou (1928-2014) nos conta do período em que viveu em Gana, nos anos 1960, época em que muitos afro-americanos buscavam na África uma reconexão com suas raízes. Maya tem a esperança de encontrar no continente africano o sentimento de pertença à terra de seus ancestrais. Com o tempo, porém, percebe que a ancestralidade em comum não é suficiente para apagar os efeitos da história ou garantir aceitação plena. Entre momentos de acolhimento e frustração,
Todas as filhas de Deus precisam de bons sapatos para a estrada (
Pallas Editora, 288 pp, R$ 75,50, com tradução de Stephanie Borges) reflete sobre o que significa ser negra, americana, estrangeira e mãe, numa jornada sobre pertencimento, memória e reconciliação com as próprias origens.