Na nova obra de Raphael Montes, uma personagem chega à delegacia com suas roupas ensanguentadas e sem saber o que aconteceu
Em
A estranha na cama (
Companhia das Letras, 304 pp, R$ 64,90), de Raphael Montes, quando Laura Guimarães Prata chega à delegacia, escoltada por vários policiais e fugindo de jornalistas curiosos, suas roupas estão ensanguentadas. Não se sabe o que aconteceu, mas ela não terá alternativa a não ser contar tudo o que viveu nas últimas semanas. Na sala ao lado, seu marido, o criminalista Diego Guimarães Prata, também descreve os acontecimentos que levaram àquela noite de 21 de setembro. Tudo começou com um ménage à trois. Em uma sexta à noite, o casal recebeu em sua cobertura em Ipanema uma estranha que conheceram num aplicativo. Quando a mulher sugere, por prazer, que eles a sufoquem, a diversão sai do controle. Desesperados, Laura e Diego tentam encobrir o que aconteceu, mas logo se veem enredados em um jogo de mentiras e traições, e terão que fazer de tudo para proteger a imagem e o legado que os Guimarães Prata lutaram tanto para construir.