Sexto romance de Susan Choi acompanha as ondas de choque de uma catástrofe que ninguém compreende
Certa noite, Louisa e seu pai dão um passeio na praia. Seu pai carrega uma lanterna. Ele não sabe nadar. Mais tarde, ela é encontrada quase sem vida, ele desapareceu. Com esse acontecimento como ponto de partida, o sexto romance de Susan Choi acompanha as ondas de choque de uma catástrofe que ninguém compreende. Alternando o foco de um membro da família da menina para outro e as perspectivas ao longo do tempo, a narrativa de
Lanterna (
Instante, 544 pp, R$ 164,90 — Tradução: Julia Bussius) volta repetidamente àquela noite à beira-mar em busca de respostas. Louisa é filha única de pais que se afastaram do passado. Serk, coreano criado no Japão, rompeu com a família e emigrou para os Estados Unidos. Sua esposa americana, Anne, afastou-se de sua própria família após uma aventura sexual imprudente na juventude. E há também Tobias, o filho ilegítimo de Anne, cujo reaparecimento na vida deles terá consequências surpreendentes para a menina. Finalista do Booker Prize 2025 e do Women's Prize for Fiction 2026, além de semifinalista do National Book Award 2025,
Lanterna trata de identidades, nomes e pessoas sem pátria, com a narrativa de Choi percorrendo um período de cinquenta anos e passando por ampla gama de lugares e períodos desde a década de 1950 até o início dos anos 2000: os subúrbios de Indiana, o centro de Los Angeles, o Japão tanto urbano quanto litorâneo, Paris e Londres do final dos anos 1980 e a fronteira com a Coreia do Norte.