Romance atravessa os pomares da infância nas províncias turcas até os cafés enfumaçados de Berlim e Paris
Tezer Özlü ocupa um lugar central na literatura turca contemporânea: é considerada uma das escritoras mais queridas do país, responsável por uma obra breve, mas radical, que redefiniu a forma como a subjetividade feminina podia ser narrada na Turquia das décadas de 1970 e 1980.
As noites frias da infância (
Autêntica Contemporânea, 96 pp, R$ 64,90 — Tradução: Adriana Lisboa), publicado originalmente em 1980, seis anos antes de sua morte precoce aos 43 anos, consolidou essa reputação e segue sendo relido e retraduzido mundo afora. Em prosa fragmentada, o romance atravessa os pomares da infância nas províncias turcas até os cafés enfumaçados de Berlim e Paris, entre amantes, internações psiquiátricas e sessões de eletrochoque, na busca incessante de uma mulher por liberdade, prazer e sentido.