
Ieda morreu aos 51 anos, no início de agosto. Ela era egressa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, onde graduou-se em Letras e obteve os títulos de mestra em Teoria Literária e doutora em Literatura Brasileira. Realizou também pós-doutorados no Instituto de Estudos Brasileiros e na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, onde foi pesquisadora residente.
"A Ieda, amiga das mais generosas, conciliava um senso de humor muito fino com uma doçura ímpar", diz ao PublishNews o professor Hélio de Seixas Guimarães, que trabalhou com a autora em alguns livros. "Acreditava muito no papel humanizador e na dimensão ética da grande literatura. Foi uma tremenda trabalhadora e deixou muitas contribuições para a organização e estabelecimento de textos clássicos da literatura brasileira. Gostava de trabalhar em colaboração e era muito discreta, mas tinha voz própria. Deixou um conjunto importante de ensaios seus sobre Graciliano Ramos, Machado de Assis e outros autores de que gostava. Dispersos em revistas e livros, esses ensaios ainda precisam ser lidos em conjunto, para termos uma real dimensão da sua contribuição como crítica literária."

