Publicidade
Tensão comercial entre Colômbia e Equador chega ao mercado editorial
PublishNews, Redação, 13/02/2026
Presidente equatoriano Daniel Noboa impôs uma tarifa de 30% a diversos produtos colombianos, uma medida que, de forma inédita, inclui livros impressos

Tensão comercial na América hispânica chega ao mercado do livro | © Governo da Colômbia
Tensão comercial na América hispânica chega ao mercado do livro | © Governo da Colômbia
A escalada de tensão comercial entre Colômbia e Equador chegou ao mercado editorial local. A Câmara Colombiana do Livro (CCL) emitiu um chamado urgente ao governo nacional após a decisão da administração do presidente equatoriano Daniel Noboa de impor uma tarifa de 30% a diversos produtos colombianos, uma medida que, de forma inédita, inclui livros impressos. As informações são do portal publishnews.es.

Em nota, a CCL manifestou sua "profunda preocupação" com o caso, e enviou comunicações formais a ministérios do governo, alertando que a medida unilateral coloca em risco a competitividade, sustentabilidade e estabilidade de milhares de empresas e empregos que compõem a cadeia do livro na Colômbia.

O setor editorial colombiano, que historicamente teve no Equador um de seus mercados mais importantes devido à proximidade e aos acordos da Comunidade Andina (CAN), enfrenta agora um aumento de custos que poderia frear o intercâmbio cultural e comercial entre as nações.

A imposição da tarifa de 30% — vigente desde 1º de fevereiro de 2026 — foi justificada pelo governo do Equador como uma "taxa de segurança". O argumento é o de que os custos de vigilância na fronteira norte para combater o narcotráfico e a mineração ilegal devem ser compensados diante da suposta falta de reciprocidade por parte de Bogotá no controle fronteiriço.

No entanto, para os sindicatos colombianos, a inclusão de bens culturais como os livros é alarmante, já que tradicionalmente este tipo de produtos tem proteções especiais nos tratados internacionais devido ao seu valor cultural e educativo.

"Esta decisão gera um impacto direto e significativo sobre setores estratégicos", aponta o comunicado da CCL, sublinhando que a indústria editorial não é apenas um motor econômico, mas um ponte fundamental de desenvolvimento social que hoje se vê ameaçada pela conjuntura diplomática.

[13/02/2026 11:17:50]
Matérias relacionadas
Ideia é juntar sua expertise em áudio na América do Norte e no mundo ao coletivo
Yuan Nan, vice-presidente do maior grupo editorial chinês, conta como a empresa lida com as novas tecnologias e diz que os leitores são cada vez mais atraídos por conteúdos estruturados e espiritualmente enriquecedores
Spotify, ElevenLabs, Yoto, Dolby, Audible e Gallimard são os destaques da programação de 2026
Leia também
O apoio financeiro pode cobrir parte dos custos de publicação de uma obra, incluindo a tradução de uma obra do polonês para outro idioma
Editora está com vagas abertas para auxiliar de logística e de jovem aprendiz
Resultados de 2025 ultrapassaram a marca de US$ 24 milhões em contratos fechados e expectativas para os 12 meses seguintes