
Em nota, a CCL manifestou sua "profunda preocupação" com o caso, e enviou comunicações formais a ministérios do governo, alertando que a medida unilateral coloca em risco a competitividade, sustentabilidade e estabilidade de milhares de empresas e empregos que compõem a cadeia do livro na Colômbia.
O setor editorial colombiano, que historicamente teve no Equador um de seus mercados mais importantes devido à proximidade e aos acordos da Comunidade Andina (CAN), enfrenta agora um aumento de custos que poderia frear o intercâmbio cultural e comercial entre as nações.
A imposição da tarifa de 30% — vigente desde 1º de fevereiro de 2026 — foi justificada pelo governo do Equador como uma "taxa de segurança". O argumento é o de que os custos de vigilância na fronteira norte para combater o narcotráfico e a mineração ilegal devem ser compensados diante da suposta falta de reciprocidade por parte de Bogotá no controle fronteiriço.
No entanto, para os sindicatos colombianos, a inclusão de bens culturais como os livros é alarmante, já que tradicionalmente este tipo de produtos tem proteções especiais nos tratados internacionais devido ao seu valor cultural e educativo.
"Esta decisão gera um impacto direto e significativo sobre setores estratégicos", aponta o comunicado da CCL, sublinhando que a indústria editorial não é apenas um motor econômico, mas um ponte fundamental de desenvolvimento social que hoje se vê ameaçada pela conjuntura diplomática.


