Publicidade
Poemas em prosa com tom surrealista
PublishNews, Redação, 16/10/2025
Obra narra o percurso do autor para sua própria realidade de homem negro numa sociedade racista

Quando Adão Ventura lançou o olhar para a sua própria realidade de homem negro numa sociedade racista, forjou uma voz das mais bela e forte dentro da poesia brasileira. É todo esse percurso que os leitores encontrarão em A cor da pele: poesia reunida (Círculo de Poemas, 320 pp, R$ 94,90), desde a sua estreia, com uma série de poemas em prosa com tons surrealistas, passando pelo poeta combativo que vai se revelar completamente a partir dos anos 1980 e pelos magistrais retratos líricos do Vale do Jequitinhonha, até o conjunto final de 37 poemas esparsos, reunidos pela primeira vez em livro. Organizado pelo poeta Fabrício Marques, que assina o posfácio e as notas à edição, o livro traz ainda uma resenha escrita por Silviano Santiago na ocasião do lançamento do clássico que dá nome a esta edição, A cor da pele.

[16/10/2025 08:34:41]
Matérias relacionadas
Livro é composto por seis blocos — cinco poemas longos e um ensaio final —, que exploram temas como amor e perda, identidade, alienação e a tentativa de compreender o sagrado e o profano
Em 'Juventude eterna', Eduardo Sterzi é guiado por uma pergunta que os poetas repetem através dos tempos
Ana Estaregui aprofunda sua pesquisa sobre as interações entre natureza e cultura
Leia também
Escritora, jornalista e ativista, Angela Pappiani transforma sua vivência intensa com povos originários em literatura potente e sensível
'Lá é o tempo' intercala a história da busca por justiça do borracheiro Salu com a investigação feita por um escritor, anos depois do crime, interessado em descobrir o que motivou a série de acontecimentos bizarros
'Tudo sobre Deus', de José Eduardo Agualusa, é um romance iluminado pela luz estonteante do deserto, onde, contaminada pela ficção, a realidade se torna fluída e pouco confiável