Obra narra o percurso do autor para sua própria realidade de homem negro numa sociedade racista
Quando Adão Ventura lançou o olhar para a sua própria realidade de homem negro numa sociedade racista, forjou uma voz das mais bela e forte dentro da poesia brasileira. É todo esse percurso que os leitores encontrarão em
A cor da pele: poesia reunida (
Círculo de Poemas, 320 pp, R$ 94,90), desde a sua estreia, com uma série de poemas em prosa com tons surrealistas, passando pelo poeta combativo que vai se revelar completamente a partir dos anos 1980 e pelos magistrais retratos líricos do Vale do Jequitinhonha, até o conjunto final de 37 poemas esparsos, reunidos pela primeira vez em livro. Organizado pelo poeta Fabrício Marques, que assina o posfácio e as notas à edição, o livro traz ainda uma resenha escrita por Silviano Santiago na ocasião do lançamento do clássico que dá nome a esta edição,
A cor da pele.