Thaís Campolina se mune dos mais variados assuntos em poemas vão desde memórias de família até a mais profunda ligação com as estrelas e a criação do universo
A obra
estado febril (Macabéa, 98 pp, R$ 52,90) é um
coming of age de uma menina desobediente, que resgata vozes femininas esquecidas e reflete sobre a escrita como ato de resistência. Para a autora Thaís Campolina, "é da desobediência que surgem a criação, o pensamento crítico e a busca pelo conhecimento". Além de ser uma entusiasta da poesia, Thaís se mune dos mais variados assuntos pelos quais se interessou ao longo de sua vida para a construção de poemas que vão desde memórias de família até a mais profunda ligação com as estrelas e a criação do universo. Tudo isso sem deixar para trás as histórias das mulheres, sejam próximas a ela, como suas avós, sejam as grandes cientistas e escritoras que viram seus feitos esquecidos ou creditados a colegas homens. A memória se manifesta recorrentemente no livro. Isso porque Thaís acredita que, de certa forma, é na infância que está a origem de tudo: nos laços e exemplos familiares. Estar diante das possibilidades que o mundo oferece e se perceber diferente de todos, inclusive daqueles que eram até então eram tudo que se conhecia é um assombro, assim como é voltar para a casa e observar as idiossincrasias familiares como algo que também nos constitui.