Angústias e frustrações da vida contemporânea
PublishNews, Redação, 17/10/2024
'Manifesto contra a felicidade eterna (ou cinco réquiens para uma morte lenta)' desafia o ideal da busca constante pela felicidade

Ora sarcásticos, ora melancólicos, os poemas de Júlio César Bernardes são um reflexo das angústias de toda uma geração. A hipermercantilização da vida, a digitalização dos hábitos, uma profunda descrença nas instituições e o medo de ter desperdiçado o melhor de si nesse redemoinho são fantasmas coletivos. Ao satirizar as saídas fáceis – e sempre individuais – às quais se costuma recorrer, o autor recusa o consolo vazio e o conforto momentâneo. Nos versos de manifesto contra a felicidade eterna, a tristeza e o incômodo, mais do que legítimos, são necessários: quase sempre, é isso mesmo o que dá pra sentir. Júlio César Bernardes nasceu em 1993, no Vale do Paraíba, e vive há onze anos em São Paulo, onde cursa o doutorado em Sociologia. É autor de Onde as verdades nascem (Patuá) e integrou a primeira turma do Ateliê de Criação Literária da Biblioteca São Paulo, iniciado em 2023. Manifesto contra a felicidade eterna (ou cinco réquiens para uma morte lenta) (Cachalote, 96 pp, R$ 49,90) é sua estreia na poesia.

Tags: Cachalote, Poesia
[17/10/2024 07:00:00]
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