Publicidade
Antologia de Sebastião Nunes
PublishNews, Redação, 22/05/2026
Na sua obra poética, mas também ficcional e ensaística, além do trabalho como editor da Dubolso, Sebastião Nunes sempre esteve atento e inconformado

“Ser rotulado é começar a morrer artisticamente”. Essa afirmação do poeta Sebastião Nunes, em entrevista a Fabrício Marques em 2008, é uma ótima divisa para a obra de uma vida inteira que se mostra nas páginas de Antologia mamaluca (Círculo de Poemas, 296 pp, R$ 99,90). De fato, seus poemas ocupam um lugar único, não se dobram a qualquer rótulo e expressam uma vitalidade criativa — e não menos combativa — que se mantém intensa até os dias atuais. Não há dúvida de que estamos diante de um poeta, mas o que ele exige vai bem além da leitura. Desde os anos 1960, é essa engenharia mamaluca, ácida e sarcástica, que tanto choca quanto cativa leitores das mais diferentes gerações. Na sua obra poética, mas também ficcional e ensaística, além do trabalho como editor da Dubolso, Sebastião Nunes sempre esteve atento e inconformado, captando e denunciando a tragicomédia de nosso tempo.

[22/05/2026 07:52:09]
Matérias relacionadas
Na obra, Cavito trabalha a poesia como ofício de cinzel
Livro traz 33 gazais de Hafez de Shiraz (c. 1325–1389)
Os textos se desdobram como um mapa topográfico, sobrepondo as praias de Florianópolis, o vilarejo de Él Chaltén, na Patagônia Argentina
Leia também
Na obra, Cavito trabalha a poesia como ofício de cinzel
Livro traz 33 gazais de Hafez de Shiraz (c. 1325–1389)
Os textos se desdobram como um mapa topográfico, sobrepondo as praias de Florianópolis, o vilarejo de Él Chaltén, na Patagônia Argentina