Publicidade
Escultório de poesia
PublishNews, Redação, 22/05/2026
Na obra, Cavito trabalha a poesia como ofício de cinzel

Há, em pequeno continente (Laranja Original, 88 pp, R$ 60), algo de escultório: uma escultura feita no fundo do mar e trazida para a superfície. A sensação é de uma obra que chega ao mundo como quem foi lentamente talhada pela água e pela pressão – um bloco de som e matéria que guarda veias, sal e lume. Cavito trabalha a poesia como ofício de cinzel: suas imagens são rochas que sangram seiva, ilhas que são ossos e flores, peles que se abrem em fendas de lava. A um só tempo tenso e carnal, o livro investiga as margens entre corpo e mundo, entre técnica e desejo, entre o impulso que corta e o gesto que modela – pequeno continente é um território poético onde a leitura é o gesto que traz à luz aquilo que o mar oculta.

[22/05/2026 07:46:26]
Matérias relacionadas
Na sua obra poética, mas também ficcional e ensaística, além do trabalho como editor da Dubolso, Sebastião Nunes sempre esteve atento e inconformado
Livro traz 33 gazais de Hafez de Shiraz (c. 1325–1389)
Os textos se desdobram como um mapa topográfico, sobrepondo as praias de Florianópolis, o vilarejo de Él Chaltén, na Patagônia Argentina
Leia também
Na sua obra poética, mas também ficcional e ensaística, além do trabalho como editor da Dubolso, Sebastião Nunes sempre esteve atento e inconformado
Livro traz 33 gazais de Hafez de Shiraz (c. 1325–1389)
Os textos se desdobram como um mapa topográfico, sobrepondo as praias de Florianópolis, o vilarejo de Él Chaltén, na Patagônia Argentina