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Raça e representação na literatura das Américas
PublishNews, Redação, 02/07/2024
Em 'Democracia racial', Zita Nunes guia o leitor em uma jornada que ilumina aspectos fundamentais e problemáticos, como o mito da democracia racial

A metáfora do canibalismo — em especial sua versão forjada pelo movimento modernista brasileiro, a antropofagia — é a plataforma de decolagem que Zita Nunes elegeu para abordar a formação das identidades nacionais e raciais nas Américas. Em Democracia canibal (Fósforo, 312 pp, R$ 99,90 – Trad.: Marilene Felinto), uma análise inovadora e precisa, a especialista em literatura comparada pela Universidade da Califórnia dá mais uma volta no parafuso ao evidenciar a necessidade de uma releitura crítica da gênese do próprio conceito popularizado por Oswald de Andrade. Segundo ela, a ideia de deglutição da cultura europeia para a formação de uma cultura brasileira excluiu da equação justamente a matéria da qual o livro se ocupa. A partir da produção artística e ensaística brasileira e norte-americana, Nunes nos guia nesta jornada que ilumina aspectos fundamentais e problemáticos, como o mito da democracia racial. Mais do que isso, o que é posto em xeque é a própria visão que prevaleceu até o início do nosso século sobre negritude, miscigenação e identidade.

[02/07/2024 07:00:00]
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