
Criado em 1991, o prêmio reconhece anualmente um autor latino-americano e um autor francófono. Nos últimos anos, a premiação ampliou seu escopo e passou a incluir também um prêmio de ensaio e um prêmio editorial, voltado a editores, tradutores e criadores de séries.
Na categoria Literatura Latino-Americana, o vencedor foi Eduardo Berti, pelo romance Faster (La Contre Allée),. Ambientado na Buenos Aires do fim dos anos 1970, o livro acompanha dois adolescentes apaixonados por música que, munidos de um gravador, partem em busca de uma entrevista com seu ídolo, Juan Manuel Fangio. Publicado originalmente em espanhol, o romance foi reescrito em francês pelo próprio autor. Nascido em 1964 e radicado na França, Berti integra o Oulipo desde 2014.
O Prêmio de Literatura Francesa foi concedido a Béatrice Bonhomme por Murmurations des oiseaux (La Rumeur Libre). Poeta e acadêmica, a autora desenvolve uma obra centrada na escuta, na experiência sensorial e na relação entre linguagem e vida.
Já o Prêmio de Ensaio ficou com Lakis Proguidis, por L’Être et le roman (Éditions du Canoë), reflexão sobre o romance como forma de conhecimento da experiência humana. Diretor da revista L’Atelier du roman, o ensaísta é uma das vozes centrais do pensamento literário contemporâneo na França.
O Prêmio Editorial foi concedido à Éditions Allia, editora independente fundada em 1982 por Gérard Berréby, reconhecida pela coerência e exigência de seu catálogo, com destaque para a literatura em língua espanhola.
Em 2024, os vencedores foram Samanta Schweblin (que está com quatro livros nas prateleiras brasileiras, lançados pela Fósforo), na categoria Literatura Latino-Americana, René Depestre (também traduzido para cá pela Nova Fronteira), em Literatura Francesa, e Martin Rueff, no prêmio de ensaio. O prêmio editorial foi concedido à Éditions Métailié.
Com informações do site Livres Hebdo.


