Em
Filha do fogo – 12 contos de amor e cura (Global, 112 pp, R$ 45), Elizandra Souza traz uma incursão em episódios incomuns protagonizados em sua maioria por vozes femininas negras, como a sua. Mulheres que manifestam os desafios, as decepções e as conquistas que permeiam o percurso daquelas que afrontam os códigos consolidados na sociedade atual. Uma sociedade ainda tão hierarquizada que permanece se recusando a enxergar a viabilidade de modos de viver mais libertários, igualitários e humanos nas relações cotidianas. Não é à toa, portanto, que no prefácio a este livro a escritora Dinha
(De passagem mas não a passeio) registra que a autora “areja a literatura brasileira trazendo vestígios de memórias afetivas de uma população que só recentemente passou a figurar nas obras literárias como sujeitos completos.”