Novas edições de livros de Agatha Christie tiveram passagens reescritas, diz jornal britânico
PublishNews, Redação, 29/03/2023
Algumas obras da famosa escritora tiveram trechos removidos ou reescritos para retirar termos contendo descrições, insultos ou referências a etnias

Algumas obras clássicas da escritora britânica Agatha Christie tiveram trechos alterados ou removidos para adaptar e retirar termos contendo descrições indevidas, insultos ou referências racistas em suas novas edições pela HarperCollins britânica, segundo o jornal The Telegraph. A notícia vem depois de uma polêmica envolvendo as obras de Roald Dahl, autor que criou A fantástica fábrica de chocolates e Matilda, e a obra de James Bond, escritas por Ian Fleming, as quais também serão republicadas com alterações.

No caso de Christie, o jornal aponta que referências racistas e vocabulários consideram problemáticos envolvendo etnias foram ou ainda serão removidos de livros da autora. Edições digitais consultadas pelo jornal apontam mudanças em textos publicados originalmente entre 1920 e 1976.

Diversos trechos removidos dizem respeito à aparência física de personagens, especialmente de personagens que os protagonistas dos livros encontram em países fora do Reino Unido. Foram alterados ou removidos termos como “oriental”, referências a uma personagem feminina de "torso de mármore preto como um escultor teria apreciado", um personagem considerado judeu apenas por sua aparência física, sobre jovem descrita como cigana, a palavra “n” em inglês (um termo racista para pessoas negras).

A Agatha Christie Limited, uma empresa comandada pelo bisneto da autora, James Prichard, é responsável pelo espólio literário. O jornal contatou a empresa e a HarperCollins, mas ainda não houve resposta.

[29/03/2023 10:00:00]
Matérias relacionadas
História se passa em plena véspera de Natal, em uma mansão no interior da Inglaterra, na qual o milionário recluso Edward Luddenham é encontrado sem vida
Vagas são para trabalhar na contabilidade e no setor de audiolivros
As três autoras da comunidade BookTok terão seus livros publicados pelas editoras parceiras do projeto: Editora Record, Globo Livros e HarperCollins Brasil
Leia também
'Que a Agulhinha contribua para ampliar o repertório das infâncias, levando literatura de qualidade para escolas, bibliotecas, mediadores e projetos de leitura, especialmente no Nordeste', diz Yara Fers
Veja também: a melhora de saúde de Adélia Prado e fatos sobre a vida de William Shakespeare
Objetivo foi possibilitar a participação da sociedade nas escolhas dos próximos livros a serem adquiridos