Crítico literário Luiz Costa Lima faz um voo panorâmico sobre pontos importantes da poética nacional
Muitos consideram que o interesse geral por poesia vem diminuindo nas últimas décadas. Na verdade, desde o século XVIII, em paralelo ao crescimento do fascínio do público pela prosa romanesca, o espaço ocupado pela poesia nas prateleiras dos leitores foi ficando mais restrito. E, ao ajustar as lentes para o cenário literário brasileiro, tal tendência se acentua a partir do século XIX. É esse o pressuposto de Luiz Costa Lima, referência brasileira em estudos literários, na elaboração de
A ousadia do poema (Editora Unesp, 400 pp, R$ 82), que parte da investigação contextual para se aprofundar em estudos de caso que iluminam para o leitor alguns caminhos da lírica brasileira. O livro se divide em duas grandes partes: “A poesia consolidada” e “Alguns contemporâneos”. Da fina seleção contemplada na primeira, entram Bandeira, Drummond, Sebastião Uchoa Leite e João Cabral de Melo Neto. Na chave contemporânea, o autor se debruça sobre nomes da produção recente da poesia brasileira, sendo alguns deles autores em franca produção.