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Questões feministas na Turquia dos anos 1970
PublishNews, Redação, 08/03/2022
'Uma mulher estranha', de Leylâ Erbil, fala de socialismo, patriarcado, dogmas religiosos, igualdade de gênero e liberdade de expressão numa Istambul resistente às mudanças sociais

A autora turca Leylâ Erbil (1931-2013) já apontava em seu primeiro romance, lançado em 1971, as questões feministas que marcam sua obra, de seis romances, três coletâneas de contos e um livro de ensaios. Uma mulher estranha (Tabla, 224 pp, R$ 63,00 – Trad.: Marco Syarayama) chega agora às livrarias brasileiras discutindo ideologia socialista, incesto, virgindade, igualdade de gêneros, dogmas religiosos, patriarcado e liberdade de expressão. Quando o leitor contextualiza tais discussões em debate numa Istambul de 50 anos atrás, o pensamento de Erbil ganha ainda mais ousadia e relevância. Para encadear essas reflexões, ela usa a protagonista Nermin, uma jovem em seu cotidiano de convivência com uma mãe religiosa violenta, um pai liberal, amigos idealistas, amigas conformadas com sua condição submissa e políticos decepcionantes para quem espera mudanças.

Tags: feminismo, Tabla
[08/03/2022 07:00:00]
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