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Sobre as dores do crescimento
PublishNews, Redação, 28/07/2021
O jornalista e escritor português Hugo Gonçalves faz uma investigação íntima e brutalmente honesta sobre os efeitos da perda da mãe na formação da sua identidade e de seu caráter

Perto de fazer 40 anos, Hugo Gonçalves recebeu o testamento do avô materno dentro de um saco plástico. Iniciava-se ali uma viagem, geográfica e pela memória, há décadas adiada. O primeiro destino: a tarde em que recebeu a notícia da morte da mãe, em 1985, quando regressava da escola primária. Durante mais de um ano, o escritor procurou pessoas e lugares, resgatando aquilo que o tempo e a fuga o tinham feito esquecer ou o que nunca soube antes sobre a mãe. Das férias da infância aos desgovernados anos em Nova York, ele foi recolhendo os estilhaços do luto: os corredores do hospital, o colégio de padres, uma cicatriz na perna, o escape do amor romântico, do sexo e das drogas ou uma road trip com o pai e o irmão. Na obra Mãe (Companhia das Letras, 184 pp, R$ 59,90), Gonçalves faz um relato biográfico sobre o afeto, as origens, a família e as dores de crescimento.

[28/07/2021 07:00:00]
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