Varejo vive ‘rota de recuperação’, diz Nielsen
PublishNews, Redação, 30/06/2020
Números relativos ao período de 18/05 a 14/06 se aproximam daqueles apurados em 2019. No acumulado do ano a queda é de 12,28% em volume e de 11,7% em faturamento.

Entre os dias 18 de maio e 14 de junho, os estabelecimentos varejistas monitorados pela Nielsen venderam 2,7 milhões de cópias e faturaram R$ 109 milhões com a venda de livros. Estes números se aproximam dos apurados em igual período de 2019, quando foram vendidos 2,85 milhões de exemplares, o que redundou em faturamento de R$ 112,6 milhões. Em números relativos, a queda é de 5,15% em volume e de 3,16% em valor. Quando comparada com a performance do setor no mês anterior, o crescimento foi de 32% em número de exemplares e de 31,4% em faturamento.

Estes números levaram a Nielsen falar em “forte sinal de retomada” do varejo de livros no país. “Os efeitos da covid-19 permanecem desde o início da crise e é difícil dizer que os números estão bons, mas o período seis [este referente ao intervalo citado no início desta matéria] confirma uma animadora rota de recuperação desde o pior momento da pandemia para o mercado livreiro”, comentou Ismael Borges, gestor da divisão Bookscan da Nielsen e responsável pelo Painel do Varejo de Livros no Brasil, realizado em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL)

No acumulado do ano, os números continuam negativos. Nos seis primeiros meses de 2020, foram vendidos 15,9 milhões de exemplares, queda de 12,28% quando comparado com igual período do ano anterior. Os estabelecimentos monitorados pelo instituto de pesquisa faturaram R$ 729 milhões neste mesmo período, queda de 11,7% na mesma base de comparação.

Mesmo os números sendo negativos, eles apontam crescimento de 1,32 ponto percentual (p.p.) em volume e 1,34 p.p. em faturamento no acumulado do ano, mostrando que o varejo conseguiu reverter a curva de queda.

Para o presidente do SNEL, Marcos da Veiga Pereira, o próximo período será muito importante para observar a reabertura das lojas físicas, já que quase a totalidade das vendas durante a quarentena foi realizada online. “Estamos acompanhando de perto e torcendo para que as livrarias voltem a abrir e possam receber os novos lançamentos, fundamentais para a saúde de nossa indústria”.

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[30/06/2020 10:00:00]
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