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Os dramas e dilemas de uma família em meio a ditadura
PublishNews, Redação, 23/12/2016
Publicado pela Companhia das Letras, ‘A resistência’ venceu o Prêmio Jabuti na categoria Romance

“Meu irmão é adotado, mas não posso e não quero dizer que meu irmão é adotado”, escreve, logo na primeira linha, Sebastián, narrador deste romance. Como em diversas obras que tematizam a Guerra Suja — o regime de terror inaugurado em 1976 na Argentina —, A resistência (Companhia das Letras, 144 pp, R$ 34,90), escrito por Julián Juks e vencedor do Prêmio Jabuti na categoria romance e escolhido como livro do ano na categoria ficção, envereda pela memória pessoal e nacional. Sebastián é o filho mais novo, e seu irmão adotado, o primogênito de um casal de psicanalistas argentinos que logo buscarão exílio no Brasil. Os pais conhecem bem as teorias sobre filhos adotados e biológicos (Winnicott, em especial), mas a vida é diferente da bibliografia especializada. Cabe então ao narrador o exame desse passado violento e a reescritura do enredo familiar. O resultado, uma prosa a um só tempo lírica e ensaística, lembra belos filmes platinos como O segredo dos seus olhos.

[23/12/2016 07:00:00]
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