
A mesa "Preço do livro em debate: experiências internacionais e o caso brasileiro" fez parte do primeiro sábado (5) da programação. Dias antes, durante a Convenção Nacional de Livrarias, discussões sobre feiras de desconto de livros também tiveram protagonismo.
Ao redor do mundo, mais de 20 países adotam algum tipo de regulação para o preço do livro como forma de fortalecer livrarias, ampliar a bibliodiversidade e equilibrar a concorrência no mercado editorial. Enquanto o Brasil discute a Lei Cortez, outros mercados vivem realidades distintas — da consolidação de modelos como os da França e da Espanha aos debates recentes na Argentina. O painel reúne especialistas internacionais para discutir os impactos dessas políticas e o que a experiência de outros países pode acrescentar ao debate brasileiro.
Com María José Galvéz, Diretora-Geral de Livros, Quadrinhos e Leitura no Ministério da Cultura da Espanha. Christian Rainone, Presidente e CEO da Editorial Guadal (Argentina, Brasil e Chile). Aglaé De Chalus (Adida para o livro e o debate de ideias na Embaixada da França no Brasil), Fernanda Garcia Diretora Executiva da Câmara Brasileira do Livro, Beto Ribeiro Sócio-fundador da Livraria Simples.
"Creio que esse debate é muito mais importante do que podemos imaginar. O que queremos em todos os países, para os editores e para os leitores. Falando a partir do caso da Espanha, temos que pensar que trato devemos dar ao livro. Além do valor afetivo, o livro tem um valor econômico como um sapato, mas também um valor econômico e cultural, que precisa ser protegido. Estamos falando de estabelecer preços para proteger o livro e se tornar um produto 'indigno'", disse María José Galvéz.
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