A influência do personagem de Poe sobre este gênero literário é admitida por todos os mestres que o sucederam, entre eles Arthur Conan Doyle e Maurice Leblanc
Embora Auguste Dupin não seja propriamente um detetive, e sim um jovem cavalheiro parisiense, as três histórias reunidas em
Dupin! (
Editora 34, 152 pp, R$ 74 — Tradução: Alexandre Hubner, Bernardo Ajzenberg, Sergio Tellaroli) ―
Os assassinatos na rua Morgue (1841),
O mistério de Marie Rogêt (1842-43) e
A carta furtada (1844) ―, as únicas protagonizadas por ele, são os marcos inaugurais da chamada “literatura policial”. A influência do personagem de Edgar Allan Poe (1809-1849) sobre este gênero literário é admitida por todos os mestres que o sucederam, entre eles Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, e Maurice Leblanc, autor do “ladrão de casaca” Arsène Lupin. Unindo observação aguda e análise imaginativa, Auguste Dupin intriga e surpreende até hoje, fazendo da investigação criminal uma arte sutil e filosófica.