Autora da lei que restringiu celulares nas escolas em SP conta experiência em livro
PublishNews, Redação, 03/08/2026
'O livro vai além da legislação e propõe uma reflexão sobre o desenvolvimento saudável na infância e na adolescência', afirma Marina Helou em release

Autora do Projeto de Lei nº 293/2024, que deu origem à Lei nº 18.058, sancionada em 5 de dezembro de 2024 e que proíbe o uso de celulares e dispositivos eletrônicos com acesso à internet por estudantes nas escolas públicas e privadas do estado de São Paulo, a deputada estadual Marina Helou lança o livro Quem está formando os nossos filhos? Manifesto por uma infância e adolescência livres de telas, pela Tinta-da-China Brasil.

A noite de autógrafos será realizada nesta terça-feira (4), às 19h, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915, na Vila Madalena — São Paulo/SP). Na obra, Marina reúne pesquisas científicas, observações de campo e a experiência acumulada durante a elaboração da legislação para discutir os efeitos das redes sociais e dos dispositivos móveis sobre crianças e adolescentes.

Para a autora, a restrição ao uso de celulares no ambiente escolar representa apenas uma parte da discussão. "A escola ocupa apenas uma parte da vida das crianças e dos adolescentes. O livro vai além da legislação e propõe uma reflexão sobre o desenvolvimento saudável na infância e na adolescência", afirma, em material distribuído à imprensa.

Ao longo dos capítulos, Marina Helou analisa os efeitos do uso de celulares e das redes sociais sobre a aprendizagem, a capacidade de atenção, a saúde mental, o desenvolvimento socioemocional, a formação de valores, a exposição à violência, misoginia, racismo e pornografia, além de abordar crimes online e desigualdade social. A obra também apresenta relatos de educadores, gestores e estudantes sobre as mudanças observadas após a implementação da lei nas escolas paulistas.

Sem descartar os benefícios da tecnologia, a autora discute os motivos que levam famílias a oferecer smartphones cada vez mais cedo aos filhos e propõe estratégias para uma relação mais equilibrada com as telas, envolvendo pais, escolas e o poder público.

[03/08/2026 10:47:21]
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