Para saborear o poder da crítica materialista
PublishNews, Redação, 16/07/2026
Franco Moretti se propõe a decifrar esse enigma a céu aberto que são os EUA pelo ângulo de sua produção estética

República e império, objeto de desejo e de repulsa, pátria-símbolo da liberdade individual que teima em conviver com a violência fundadora e a solidão. Em Um país distante: Cinco aulas sobre a cultura americana (Editora 34, 168 pp, R$ 79 — Tradução: Natasha Belfort Palmeira), o crítico literário italiano Franco Moretti se propõe a decifrar esse enigma a céu aberto que são os EUA pelo ângulo de sua produção estética. Fruto de suas aulas ministradas na Universidade de Stanford, a obra conduz o leitor por uma galeria de formas artísticas decisivas do século XX. Da poesia de Walt Whitman e das telas de Andy Warhol sobre o consumo de massas à solidão retratada nas pinturas de Edward Hopper, passando pela violência estrutural do faroeste e do filme noir, Moretti demonstra como a arte revela as contradições da hegemonia norte-americana. Com tradução de Natasha Belfort Palmeira, o livro é um convite indispensável e arguto para saborear o poder da crítica materialista e compreender as forças que moldaram o mundo moderno.

Tags: arte, Editora 34
[16/07/2026 07:27:36]
Matérias relacionadas
A obra convida o leitor a desbravar a 'imposição de páginas' , estimulando-o a descobrir novos e instigantes caminhos entre o ato de ler e o ato de ver
Entre filosofia, história da ciência e estudos de mídia contemporâneos, obra investiga como os aparatos técnicos moldam as nossas subjetividade, linguagem e relação com o tempo
Exposta pela primeira vez em 1866, na Academia Imperial de Belas Artes, e hoje no acervo do MASP, telas icônica de Victor Meirelles ganha uma análise em livro
Leia também
A obra convida o leitor a desbravar a 'imposição de páginas' , estimulando-o a descobrir novos e instigantes caminhos entre o ato de ler e o ato de ver
Entre filosofia, história da ciência e estudos de mídia contemporâneos, obra investiga como os aparatos técnicos moldam as nossas subjetividade, linguagem e relação com o tempo
Exposta pela primeira vez em 1866, na Academia Imperial de Belas Artes, e hoje no acervo do MASP, telas icônica de Victor Meirelles ganha uma análise em livro