Exposta pela primeira vez em 1866, na Academia Imperial de Belas Artes, e hoje no acervo do MASP, telas icônica de Victor Meirelles ganha uma análise em livro
Exposta pela primeira vez em 1866, na Academia Imperial de Belas Artes, e hoje integrante do acervo do MASP, uma das telas mais icônicas da história da arte nacional ganha uma análise em livro. Em
Moema, de Victor Meirelles (
Edusp, 200 pp, R$ 100), o historiador da arte Alex Miyoshi percorre detalhadamente os meandros da criação desta obra-prima que transpôs para a pintura a célebre e trágica personagem indígena do poema épico
Caramuru, de Santa Rita Durão. Lançado dentro da Coleção Prismas, o livro investiga desde a recepção inicialmente fria da tela no século XIX até a sua consolidação definitiva no imaginário cultural brasileiro, destrinchando suas posteriores recriações na literatura, na ópera e nas artes visuais contemporâneas. Um estudo fundamental e ricamente documentado que demonstra como
Moema transcende seu próprio tempo, provocando debates urgentes sobre arte, etnia, gênero, geopolítica e a representação de nossa identidade nacional.