
Com 88 páginas, tiragem especial de 500 exemplares e edição em capa dura, o livro também conta com versão digital gratuita em EPUB3, desenvolvida com foco em acessibilidade. A proposta é ampliar o debate sobre tecnologias digitais e seus impactos sociais, inclusive no acesso ao próprio livro. Quem quiser o exemplar físico, poderá comprá-lo por R$ 180.
Organizada em três seções, a obra articula diferentes regimes de leitura e visualidade. A primeira reúne crônicas de Mei Hua Soares em diálogo com imagens geradas por sistemas de IA por Nivaldo Godoy Jr.; a segunda, intitulada Espaço latente, aprofunda a experimentação visual sobre a cidade; e a terceira apresenta textos finais em coautoria, em português, espanhol e inglês, refletindo sobre o processo criativo e os desdobramentos sociais das inteligências artificiais.
Mais do que representar São Paulo, o livro a tensiona. Discute desigualdades de acesso às tecnologias, disputas simbólicas e as transformações no imaginário urbano contemporâneo. A cidade surge como organismo vivo, atravessado por dados e afetos.
Antes do bate-papo de lançamento, será exibido o curta-metragem SPIT (19 minutos), codirigido por Marcio Miranda Perez e Nivaldo Godoy Jr., com roteiro de Mei Hua Soares. O filme investiga memórias reais e suposições imaginárias a partir da história de um menino que confronta um fantasma de infância na periferia paulistana. A obra integrou a Mostra Limite do 34º Festival Internacional de Curtas-Metragens de Sao Paulo – Curta Kinoforum, em 2023, e a Mostra do Filme Livre no Centro Cultural Banco do Brasil - Sao Paulo, em 2025.
Sobre os autores
Mei Hua Soares (São Paulo, 1978) é bacharel e licenciada em Letras pela USP, mestra e doutora em Linguagem e Educação. Atua como docente na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e desenvolve pesquisas nas áreas de literatura, educação, teatro e comunicação. É também atriz, dramaturga e roteirista do curta SPIT.
Nivaldo Godoy Jr. (São Paulo, 1978) é arquiteto e artista interdisciplinar. Com trajetória iniciada no FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, consolidou uma prática que articula audiovisual, mídias imersivas e investigação urbana. É autor da série de livros-objeto VÍTREOFORMAS, presente nos acervos da Pinacoteca de São Paulo e da Biblioteca Mário de Andrade, e cocriador de PALAVRACIDADE.


