Publicada pela Garoupa, obra da escritora Maia Melo reflete sobre perda, saudade e a busca por sentido a partir da morte da mãe da autora
Primeiro livro de poesia de Maia Melo,
As filhas das mães que morrem (Garoupa, 178 pp, R$ 52) emerge do luto e se torna um mergulho profundo em temas como identidade, medo e ressignificação da vida. Além do luto, a obra dialoga com a saudade e a incessante busca por significado. Maia compartilha sua experiência de reconstrução, de quem viu sua identidade se fragmentar com a perda e precisou, pouco a pouco, reunir os cacos para seguir em frente. "Com versos livres e intensos, não busco respostas definitivas, mas sim abraçar quem, em algum momento da vida, também se viu diante da ausência de quem ama", afirma. "Publicar esta obra simboliza para mim o fechamento de um ciclo, não do luto em si, mas de uma compreensão antes limitada sobre a morte. O luto em si é um processo sem prazo para acabar", explica Maia.
As filhas das mães que morrem não apenas compartilha uma vivência pessoal, mas se abre ao leitor como um espaço de acolhimento e reconhecimento da dor que a ausência traz.