
Em 1996, por conta do sucesso de Teia, foi entrevistada por Jô Soares em uma de suas raras aparições na televisão aberta brasileira.
No ano 2000, a TV Cultura exibiu o documentário A um passo do pássaro, média-metragem dirigido por Ivan Marques que traz Orides recitando alguns de seus poemas e alguns críticos comentando sua obra.
Em 2018, foi lançado o longa-metragem Orides, onde ninguém mais. Produzido pela Unifae São João da Boa Vista e dirigido por David Ribeiro, o documentário conta com depoimentos de amigos, familiares e pesquisadores do legado da poeta, entre eles o biógrafo de Orides, Gustavo de Castro, e amigos próximos.
A produção do filme visitou lugares onde Fontela morou, resgatou documentos, e também um dos seus últimos poemas, ainda inédito. O longa-metragem foi produzido ao longo de dois anos, com locações em São João da Boa Vista, Campos do Jordão, São Paulo, Campinas e Poços de Caldas. Além de elementos do documentário, o filme adota recursos da ficção para abordar memórias, curiosidades e angústias da personagem. O longa-metragem contou com a participação de 12 atores, com destaque para Anna Cláudia Zanetti, que interpretou Orides, e Diego Fracari no papel do pai da poeta, Álvaro Fontela.
Orides, onde ninguém mais integra o projeto História Viva da Unifae, iniciado em 2016, com a criação do Memorial Orides Fontela, onde estão depositadas as cinzas da escritora. Em 2024, o Memorial foi transferido para a sede da Academia de Letras de São João da Boa Vista. A produção venceu, em 2019, o Prêmio Nuevas Miradas en la Television – Mejor de Producción TV Universitaria Latinoamericana, que é organizado e promovido pela Universidade de Quilmes, na Argentina.
Biografia de Orides Fontela (segundo o site oficial):
Orides de Lourdes Teixeira Fontela nasceu em 1940 em São João da Boa Vista, interior de São Paulo. Filha de Álvaro Fontela, operário, e de Laurinda Teixeira Fontela, dona de casa, exerceu o magistério no ensino pré-primário.
Foi revelada pelo crítico e conterrâneo Davi Arrigucci Jr., que leu alguns de seus primeiros poemas no jornal local O Município, aproximação decisiva para sua estreia em livro com Transposição. Mudou-se em 1966 para São Paulo e graduou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP).
Reconhecida desde o início de sua carreira literária por críticos e professores como Antonio Candido e Marilena Chaui, publicou cinco livros de poesia: Transposição (1969), Helianto (1973), Alba (1983), Rosácea (1986) e Teia (1996). Em 1988, seus quatro livros de poesia foram reunidos no volume Trevo, publicado pela Livraria Duas Cidades na Coleção Claro Enigma. Em 2015, a Editora Hedra lançou um volume com sua poesia completa.
Orides morreu em novembro de 1998, no sanatório de Campos do Jordão (SP), em decorrência de uma tuberculose.
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