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Pesquisa faz perfil do consumidor de livros no México
PublishNews, Guilherme Sobota, 11/12/2025
Estudo inédito da Nielsen BookData com leitores mexicanos é equivalente ao Panorama do Consumo de Livros no Brasil​, cuja edição mais recente foi divulgada em janeiro passado

Leitores exploram a mais recente Feira do Livro de Guadalajara, que terminou no dia 7 | © FIL / MELINDA PAULINA LLAMAS POLANCO
Leitores exploram a mais recente Feira do Livro de Guadalajara, que terminou no dia 7 | © FIL / MELINDA PAULINA LLAMAS POLANCO
Na última Feira do Livro de Guadalajara (realizada entre 29 de novembro e 7 de dezembro), a Nielsen BookData divulgou um estudo inédito sobre o comportamento dos consumidores de livros no México – com informações sobre quem consome e quem não consome livros, os motivos por trás disso e os canais de compra mais utilizados, entre outras. A pesquisa é equivalente ao Panorama do Consumo de Livros no Brasil, cuja edição mais recente foi divulgada em janeiro deste ano).

Entre os 97 milhões de adultos alfabetizados no México, 18,5% adquiriu pelo menos um livro no últimos 12 meses, o que equivale a 18,1 milhões de compradores – a porcentagem é superior à do Brasil (16%, segundo o Panorama, mas o número absoluto é maior por aqui).

O perfil do comprador mexicano mostra uma distribuição equilibrada entre os gêneros, com homens e mulheres participando de maneira praticamente igual (no Brasil, a participação feminina é proporcionalmente maior), e, por idade, os grupos entre 25 e 44 anos lideram as compras, seguidos pelos jovens de 18 a 24. Em relação à classe socioeconômica, os segmentos A/B representam 15% dos compradores, a classe C 52,9%, e as classes D/E 32,9%, ilustrando, segundo a Nielsen, que os estratos sociais médios foram os que mais compraram livros no último ano.

Esta pesquisa marca um avanço importante não só para o setor editorial do México, mas também para a indústria livreira latino-americana, historicamente carente de dados estruturados. Esse tipo de material é fundamental para que diferentes mercados possam se comparar uns com os outros, identificando lacunas e promovendo melhorias.

"Com este estudo, México e Brasil passam a concentrar a maior base de dados sobre o mercado editorial na América Latina, representando um avanço significativo para uma região historicamente carente de informações", afirma Luiz Gaspar, diretor de pesquisas da Nielsen BookData. "No México, o percentual de consumo (18,5%) supera o registrado no Brasil (16%). Entretanto, em termos absolutos, o mercado brasileiro é maior em volume e valor devido à dimensão populacional. É relevante observar tanto as semelhanças entre os dois mercados — como a importância da classe média — quanto as diferenças, como a relação entre consumo e gênero: no Brasil, trata-se de uma variável-chave, enquanto no México não apresenta o mesmo peso. Iniciativas como esta reforçam nosso compromisso de fomentar uma cultura orientada por dados e contribuir ativamente para o desenvolvimento da cadeia do livro na América Latina."

Preferências e motivações

O estudo aponta que 48% dos consumidores no México preferem livros de não ficção, contra 28% que preferem ficção adulta; livros de literatura infantil e juvenil e livros técnicos/didáticos representam 17% e 7% das preferências.

Os principais fatores de decisão para a compra são conteúdo e tema (62%), título (42%) e autor ou autora (37%). Na experiência de compra presencial, 38% se orienta pelo preço, 16% pela exibição nas vitrines e 10% pela organização interna da loja.

Sobre recomendações, em primeiro lugar aparecem família e amigos (17%), em seguida críticos literários (10%) e 9% como leituras obrigatórias.

Digital

Em relação ao formato, a preferência é o impresso (78,6%), seguido pelo e-book (16,6%) e pelos audiolivros (4,8%) – números semelhantes aos brasileiros. As principais motivações incluem o preço justo, o prazer de ler e o desenvolvimento pessoal e profissional.

Assim como o equivalente brasileiro, o estudo identifica barreiras como a percepção de preços altos (especialmente para livros didáticos e profissionais), a falta de tempo e a ausência de livrarias nas proximidades. 15 milhões de pessoas que não compraram livros no México no último ano disseram ter baixado livros digitais gratuitos – uma demanda reprimida para o mercado.

"Mapear o consumidor e entender seus hábitos comparativamente com outros mercados é fundamental para desenhar estratégias efetivas", complementa Luiz Gaspar. "Esse estudo nos permite ver onde estão as oportunidades e como podemos nos conectar melhor com quem já compra e com quem ainda não compra livros".

Clique aqui para acessar o material de divulgação da pesquisa.

[11/12/2025 11:02:35]
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