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Jornalista e escritor Marcelo Godoy apresenta o seu primeiro romance
PublishNews, Redação, 28/10/2025
Vencedor dos Prêmios Jabuti e Sergio Buarque de Holanda estreia no segmento ficcional ao narrar os dramas e ressentimentos que atravessam uma família no interior do país; lançamento será no dia 27 de novembro, em São Paulo

Jornalista é uma das referências na cobertura de segurança pública e militares no Brasil | © Emanuela Godoy/Divulgação
Jornalista é uma das referências na cobertura de segurança pública e militares no Brasil | © Emanuela Godoy/Divulgação
Entre memórias, rancores e silêncios, Olhos negros (Alameda) – a estreia do jornalista e escritor Marcelo Godoy na ficção – atravessa décadas de uma família marcada por amores clandestinos, violências domésticas e preconceitos enraizados. Trata-se de um retrato visceral do Brasil interiorano, onde a intimidade é palco de dramas universais. O livro será lançado no dia 27 de novembro de 2025, quinta-feira, a partir das 18h30, com a presença do autor no Restaurante Rota do Acarajé (Rua Martin Francisco, 529/533, Santa Cecília – São Paulo / SP).

Narrado com intensidade e precisão, o livro inaugura a presença do autor no gênero ficcional. Vencedor do Prêmio Jabuti 2015 como Melhor Livro do Ano de Não Ficção por A casa da vovó – Uma biografia do DOI-Codi (Alameda), Godoy também levou o Prêmio Sergio Buarque de Holanda de Melhor Ensaio Social pela mesma obra.

Em agosto de 2024, lançou seu segundo livro, Cachorros, pela mesma Alameda, no qual esmiúça a trajetória do maior espião dos serviços secretos militares e a repressão ao Partido Comunista até a Nova República. O título também alcançou lugar na seleção do Prêmio Jabuti, ficando entre os 10 melhores de 2025 na categoria Reportagem.

Olhos negros mergulha na complexidade das relações entre pais e filhos, revelando como afetos e feridas se perpetuam. A ação tem como cenário a fictícia cidade Santo Antonio de Pádua.

Como define o escritor, tradutor e jornalista Irineu Franco Perpétuo ao apresentar o livro, Vicente Volpin, o patriarca do enredo, “é uma espécie de Fiódor Karamázov com sangue vêneto, que trata as mulheres como predador e batiza os filhos com nomes bíblicos – conferindo-lhes alcunhas pejorativas da mesma origem”.

E é justamente Paulo, ou Barrabás, um dos filhos de Vicente, o narrador principal. Em sua história e em sua poesia, os ressentimentos familiares, a religiosidade e as paixões carnais se cruzam diante de Marília e sua “estranha nostalgia de rever o momento em que a vida não lhe parecia absurda, uma falha no pensamento um ato sem o seu contexto, um crime sem perdão”.

Godoy, como observa ainda Perpétuo, “lapidou seu estilo no jornalismo ao longo de décadas, tornando-se referência na crônica policial brasileira”. E “se a folha de inquérito com que nos deparamos logo no início nos arremessa em um romance policial, à medida que avançamos na leitura descobrimos uma crônica de costumes de descendentes de italianos no interior paulista; um relato de época da incipiente redemocratização brasileira; uma investigação das patologias do patriarcado; e uma sensível ode ao fazer poético.”

“A ação não para, mas o pensamento tampouco: ritmo de thriller e meticulosa atenção aos detalhes embutem uma reflexão psicológico-filosófica sobre os mais primordiais conflitos humanos, em meio a uma galeria de personagens memoráveis”, conclui Irineu Franco Perpétuo.

LANÇAMENTO com a presença do autor

Quando: 27 de novembro, quinta-feira, a partir das 18h30

Onde: Restaurante Rota do Acarajé - Rua Martin Francisco, 529/533, Santa Cecília – São Paulo / SP

Tags: Alameda
[28/10/2025 11:32:59]
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