Publicidade
Uma pessoa a partir de fragmentos de memória
PublishNews, Redação, 07/10/2025
Em 'Coisas presentes demais' a narradora se aproxima da avó — figura enigmática e exuberante, agora em processo de apagamento pela doença de Alzheimer

Em Coisas presentes demais (Relicário, 188 pp, R$ 65,90), de Flávia Péret, a narradora se aproxima da avó — figura enigmática e exuberante, agora em processo de apagamento pela doença de Alzheimer — por meio de fragmentos de memória, imagens, gestos e silêncios. Diagnosticada com Alzheimer, começa a se apagar a pessoa fascinante que foi essa mulher caleidoscópica, nascida em 1930, destinada a ser o anjo do lar – como diria Virginia Woolf –, mas cuja força a faz escapar, não sem violência, dessa armadilha. Entre visitas à casa de repouso e lembranças de infância, nasce uma narrativa em mosaicos marcada pela delicadeza e pela investigação do olhar: o da avó sobre a neta, o da neta sobre a avó, e o da mulher que a narradora se torna ao revisitar essa relação. Uma reflexão sobre a memória, o esquecimento, a herança e o amor.

[07/10/2025 08:45:20]
Matérias relacionadas
Omal El Akkad aponta o dedo para a indiferença do Ocidente e sua parcela de culpa com relação ao genocídio perpetrado em Gaza
'Guiné' articula desenho em nanquim e texto poético para refletir sobre luto, espiritualidade e cosmologias afro-diaspóricas e chega às livrarias pela Relicário
O livro com 50 textos que narram o que a autora viu e ouviu durante o período de 6 meses em que visitou o Presídio Feminino do Distrito Federal
Leia também
Ing Lee convida jovens leitores a conhecerem o universo do seu irmão caçula, João
Autora mostra que, muitas vezes, é preciso ser corajoso não para enfrentar um grande perigo, mas para superar as dificuldades que surgem no cotidiano
Leo Cunha e Raquel Matsushita criam uma personagem que se questiona, experimenta espaços nas palavras, assume papéis e se transforma