Publicidade
A dupla natureza de eros a partir de Platão
PublishNews, Redação, 1º/10/2025
A obra 'Três discursos sobre eros' explora se a paixão seria loucura ou caminho para a verdade em meditação que conecta Safo a Proust

Em tempos de relacionamentos líquidos e amor digital, o filósofo português João Constâncio resgata uma das questões mais fundamentais da existência humana: o que é o amor? Em Três discursos sobre eros: meditação sobre o Fedro de Platão (Tinta-da-China Brasil, 288 pp, R$ 59,90) o autor faz uma investigação filosófica e literária sobre a natureza contraditória do amor que atravessa milênios e segue atual. A obra integra a coleção Ensaio Aberto, que une filosofia e literatura. Três discursos sobre eros parte do diálogo Fedro, de Platão, para investigar como a paixão amorosa pode ser, simultaneamente, uma forma de loucura e uma experiência do divino em busca da verdade. Para desenvolver essa investigação, Constâncio se vale da poesia, da literatura e da filosofia, desde a Antiguidade até os dias contemporâneos. Assim, o autor conecta as imagens poéticas de Platão aos versos de Safo e às Confissões de Santo Agostinho, e demonstra como pensadores e escritores vieram interpretando eros ao longo dos séculos, como Hegel, Nietzsche, Heidegger, Marcel Proust, Thomas Mann e Anne Carson.

[01/10/2025 08:23:56]
Matérias relacionadas
Obra resgata, em dezessete ensaios, o legado intelectual do autor e difunde sua obra entre as novas gerações
Livro é composto por seis blocos — cinco poemas longos e um ensaio final —, que exploram temas como amor e perda, identidade, alienação e a tentativa de compreender o sagrado e o profano
A autora articula crítica cultural e engajamento político em textos que precedem debates atuais sobre corpo, identidade e poder
Leia também
'O cidadão incomum: experiência de quase morte' traz seu protagonista Caliel perseguido pelo sistema e à beira do colapso emocional
Livro traz depoimentos do pintor e imagens de obras inéditas
Cercado por uma milícia de cães ferozes, o touro ditador impõe trabalhos exaustivos e mantém todos sob um regime de medo e humilhação