A obra 'Três discursos sobre eros' explora se a paixão seria loucura ou caminho para a verdade em meditação que conecta Safo a Proust
Em tempos de relacionamentos líquidos e amor digital, o filósofo português João Constâncio resgata uma das questões mais fundamentais da existência humana: o que é o amor? Em
Três discursos sobre eros: meditação sobre o Fedro de Platão (
Tinta-da-China Brasil, 288 pp, R$ 59,90) o autor faz uma investigação filosófica e literária sobre a natureza contraditória do amor que atravessa milênios e segue atual. A obra integra a coleção Ensaio Aberto, que une filosofia e literatura.
Três discursos sobre eros parte do diálogo
Fedro, de Platão, para investigar como a paixão amorosa pode ser, simultaneamente, uma forma de loucura e uma experiência do divino em busca da verdade. Para desenvolver essa investigação, Constâncio se vale da poesia, da literatura e da filosofia, desde a Antiguidade até os dias contemporâneos. Assim, o autor conecta as imagens poéticas de Platão aos versos de Safo e às
Confissões de Santo Agostinho, e demonstra como pensadores e escritores vieram interpretando eros ao longo dos séculos, como Hegel, Nietzsche, Heidegger, Marcel Proust, Thomas Mann e Anne Carson.