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Uma reeleitura queer de Pinóquio
PublishNews, Redação, 16/07/2025
Em busca de redenção, uma família começará a jornada para enfrentar o fim do mundo e salvar aquele que os trouxe à vida

Em A vida entre marionetes (Morro Branco, 480 pp, R$ 94,90 – Trad.: Rita Süssekind), de TJ Klune, uma estranha casa foi construída sobre os galhos de um bosque de árvores e nela vivem três robôs – o androide inventor Giovanni Lawson, uma enfermeira robô agradavelmente sádica, e um pequeno aspirador de pó desesperado por amor e atenção. Victor Lawson, um humano, também vive lá. Eles são uma família, escondida, mas segura. Quando Vic involuntariamente alerta outros robôs da sua própria existência, a família não se encontra mais escondida e em segurança. Gio, então, é capturado e levado de volta ao seu antigo laboratório na Cidade dos Sonhos Elétricos. Então, juntos, o resto da família deve viajar por um país implacável e sobrenatural, para resgatar Gio do desligamento, ou pior, da reprogramação. Ao longo da missão de salvamento, em meio a pensamentos conflitantes de traição e afeição por Rap, Vic deve decidir por si mesmo: conseguirá ele aceitar um amor com amarras? Inspirado por As aventuras de Pinóquio de Carlo Collodi e como uma mistura de The swiss family Robinson e Wall-e, A vida entre marionetes é um magistral volume único de fantasia e aventura do amado autor que publicou Além da porta sussurrante e A casa no mar cerúleo.

[16/07/2025 07:00:00]
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