Em
Catorze dias (Rocco, 384 pp, R$ 94,90 – Trad.: Marina Vargas), após a primeira semana de isolamento durante a pandemia de Covid-19, os moradores de um prédio caindo aos pedaços em Nova York começam a se reunir no terraço, ao ar livre e mantendo o distanciamento social, para contar histórias. A cada noite, mais vizinhos se juntam à fogueira metafórica, cada qual trazendo suas banquetas, poltronas e cadeiras. Aos poucos, eles — alguns até então completos estranhos — descobrem mais uns sobre os outros e sobre si mesmos, e principalmente sobre a natureza da vida e da morte. Neste romance inspirado pelo clássico
Decamerão, de Giovanni Boccaccio, os organizadores Margaret Atwood e Douglas Preston se unem a uma lista estrelada, composta por 34 colaboradores, para criar uma belíssima ode às pessoas que não puderam escapar para lugares melhores durante a pandemia. Em uma narrativa misteriosa e reconfortante,
Catorze dias revela como, mesmo sofrendo tantas perdas, algumas comunidades ainda são capazes de resistir e se fortalecer.