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Entre história e ficção
PublishNews, Redação, 16/12/2024
No encontro entre política e religião, literatura e samba, contraventores e policiais, o romance policial 'A extraordinária Zona Norte' cria uma mitologia própria da fundação da Zona Norte carioca

O desaparecimento do policial Antenor Baeta causou alvoroço no morro do Andaraí. A chacina em um galpão onde se reuniam membros da escola de samba local teria sido uma cortina de fumaça para sequestrarem Antenor? Ele teria fugido? Ou forjado a própria fuga? Depois de anos sem resposta, o caso acaba reaberto quando uma misteriosa ossada aparece próximo ao local do tiroteio. Para auxiliar a nova investigação, é recrutado o detetive particular Domício Baeta, primo do desaparecido e especialista em casos de adultério, um apaixonado por literatura que encontra nos livros os palpites para jogar no bicho. É ele quem conduzirá a narrativa de A extraordinária Zona Norte (Todavia, 232 pp, R$ 79,90), em que o premiado autor Alberto Mussa mistura ficção a fatos verídicos, como a perseguição ao bandido Cara de Cavalo, o nascimento do jogo do bicho e a derrocada da escola de samba Floresta do Andaraí, para investigar a violenta formação da cidade do Rio de Janeiro. A história dos Baeta se cruza, enfim, com a história do próprio Brasil, num crime que tem relações com a ditadura militar, o surgimento dos grupos de extermínio e das facções criminosas do Rio de Janeiro.

[16/12/2024 07:00:00]
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