Uma mulher em uma casa vazia
PublishNews, Redação, 03/02/2026
Barba se aprofunda nos vínculos entre passado e presente, no que deixamos para trás, no que não deve ser perdido ou não pode ser perdoado

Em O último dia da vida anterior (Todavia, 120 pp, R$ 72,90, traduzido por Fabiane Secches), de Andrés Barba, uma corretora imobiliária prepara uma casa vazia para a visita de alguns compradores. Dedicada, sempre busca encontrar o proprietário perfeito para cada imóvel e orgulha-se de conseguir perceber o clima interior das casas, sentir sua história particular. Um dia, enquanto percorre uma mansão vazia à espera de novos moradores, depara-se na cozinha com um menino de sete anos que não pisca. A aparição se repete, e a mulher acaba deixando para trás seu mundo cotidiano ― e, como a Alice de Lewis Carroll, atravessa o espelho. O que há do outro lado é um tempo suspenso, um ciclo e uma vida. Se no cotidiano ela é uma mulher de meia-idade, filha de um cabeleireiro e casada há dois anos com um homem mais velho por quem não sente mais atração, neste novo capítulo temporal as coisas não parecem ser tão fixas. A criança espera algo dela ― isso ela sente. Aos poucos, desenvolve-se entre os dois uma dependência perturbadora, que mudará para sempre a vida da mulher.

Tags: romance, Todavia
[03/02/2026 08:10:09]
Matérias relacionadas
Candidata deve estar cursando Ciências Contábeis ou com formação recente na área
Alejandro Puyana constrói um romance intenso sobre os laços familiares, as escolhas individuais e as contradições de uma nação em crise
No entanto, entre quilômetros de conversas relutantes e silêncios constrangedores, Michael e Marnie aos poucos descobrem que têm mais afinidade do que pensavam e acabam encontrando exatamente o que procuravam
Leia também
Livro leva leitor a refletir sobre a relação entre as emoções, o silêncio e os processos de reconstrução de si
O conjunto reunido buscou refletir a produção de mulheres que vêm trazendo inovações para a poesia brasileira contemporânea
Livro é um arquivo vivo da palavra falada que nasce nas periferias, nos becos, nas praças e nos silêncios forçados