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Movimentação no Magalu: empresa vai encerrar compra direta de livros das editoras
PublishNews, Guilherme Sobota, 04/07/2023
Site vai continuar vendendo livros, mas apenas no marketplace; preocupação do mercado passa por uma concentração ainda maior na concorrente norte-americana

Livro ainda serão vendidos pelo site da varejista, mas apenas no âmbito do marketplace
Livro ainda serão vendidos pelo site da varejista, mas apenas no âmbito do marketplace
O Magazine Luiza deve encerrar a compra e venda direta de livros no Brasil (o chamado 1p no jargão), e manter a venda de livros no site apenas no marketplace (o chamado 3p). Ou seja, a loja para de funcionar como uma livraria virtual (onde há compra das editoras e vendas para o cliente), e mantém o marketplace, onde outras varejistas menores utilizam o ambiente virtual da empresa para realizar suas vendas. Diversas fontes do mercado editorial confirmaram que a varejista já faz contatos com fornecedores informando sobre a mudança.

Em nota ao PublishNews, o Magalu disse apenas que "segue com a venda de livros em seu site e Superapp e adota uma estratégia que reforça o catálogo de títulos à disposição do leitor".

"Por meio dos sellers do marketplace – lojas das principais editoras do país entre eles – a empresa passa a oferecer mais opções pelos melhores preços", diz a nota. A Estante Virtual, adquirida pelo Magalu em 2020, não deve ser afetada pela operação.

Algumas estimativas do mercado apontam que a compra e venda direta do Magalu é a terceira maior do país no segmento de lojas on-line, atrás de Amazon e B2W. O impacto direto no mercado é menor do que o que ocorreu com as Lojas Americanas, mas há uma preocupação que o movimento recente abra ainda melhores condições para o domínio da empresa norte-americana. Outra possibilidade é que os preços médios dos livros subam com a mudança, já que a concorrência, ao menos num primeiro momento, diminui. O Magalu já vinha ensaiando o movimento desde o ano passado, mas o debacle da B2W (Americanas) fez a lojista adiar os planos.

O movimento não é exclusivo para a área de livros. Outros produtos também devem ter seu fornecimento alterado para a loja. A varejista vem ocupando as manchetes por conta de uma baixa de -10% nas ações em junho, resultado da pressão que o segmento do varejo vem sofrendo também por conta das altas taxas de juros.

A empresária Luiza Trajano está buscando apoio para um abaixo-assinado solicitando a redução da taxa básica de juros (Selic), que é definida pelo Banco Central (BC). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (3) pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Veja a íntegra da nota do Magalu enviada ao PublishNews:

O Magalu segue com a venda de livros em seu site e Superapp e adota uma estratégia que reforça o catálogo de títulos à disposição do leitor. Por meio dos sellers do marketplace -- lojas das principais editoras do país entre eles -- a empresa passa a oferecer mais opções pelos melhores preços. Além disso, a Estante Virtual, adquirida pelo Magalu em 2020, é hoje o maior marketplace de livros do Brasil e é parte integrante da estratégia do grupo para o segmento.

[04/07/2023 09:00:00]
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