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África que moldou o Brasil e o Brasil que ficou na África
PublishNews, Redação, 08/11/2022
Alberto da Costa e Silva, autor de outros dois livros que se tornaram clássicos de leitura obrigatória, mostra por que é considerado por muitos “o maior africanólogo em língua portuguesa”

Em Um rio chamado Atlântico (Nova Fronteira, 368 pp, R$ 69,90), Alberto da Costa e Silva, autor de outros dois livros que se tornaram clássicos de leitura obrigatória, A enxada e a lança e A manilha e o libambo, mostra por que é considerado por muitos “o maior africanólogo em língua portuguesa”. Em 16 textos sobre as relações históricas entre o Brasil e a África e sobre a África que moldou o Brasil e o Brasil que ficou na África, o pesquisador, analista e poeta não se desprende de nenhuma de suas prioridades. Se é o poeta quem anda pelas ruas dos bairros brasileiros de Lagos e Ajudá, quem desenha as fachadas das casas térreas e dos sobrados neles construídos pelos ex-escravos retornados do Brasil e quem traz das páginas dos documentos e dos livros as personagens com que se povoam estes ensaios, é o historiador quem lhe guia cuidadosamente os passos e recupera, para pô-los em primeiro plano, situações, enredos e episódios que tinham saído, ou quase, de nossa memória.

[08/11/2022 07:00:00]
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