Publicidade
Uma nova distopia de Margaret Atwood
PublishNews, Redação, 24/03/2022
'O coração é o último a morrer' cria um mundo em que a crise financeira faz as pessoas alternarem períodos de liberdade com temporadas na prisão, enquanto outros habitam suas casas

Mais uma história distópica de Margaret Atwood chega às livrarias. Numa primeira análise, O coração é o último a morrer (Rocco, 416 pp, R$ 69,90 - Trad.: Geni Hirata) pode parecer menos violento e abusivo do que o maior sucesso da autora, O conto da aia, mas aos poucos a narrativa vai construindo uma situação igualmente opressora. Charmanie e Stan são um casal que perdeu dinheiro na maior crise financeira da história e é obrigado a viver em seu carro. Então resolvem aderir ao Projeto Positron, uma ação social em que o governo dá a eles moradia, recursos e trabalho digno. Em troca, os participantes do projeto devem passar períodos na prisão, em meses alternados, enquanto outras pessoas moram em suas casas. A vida segue por um tempo nessa estranha condição, até que Charmanie se envolve com o homem com o qual eles dividem a casa. Como Atwood faz muito bem, os acontecimentos vão assumir proporções assustadoras.

[24/03/2022 07:00:00]
Matérias relacionadas
Ao lado do amigo Nilo, Aiko enfrenta racismo, conflitos familiares e dilemas de identidade enquanto desvenda a história da avó
A nova edição de 'Caligrafias' marca o retorno de um dos livros mais singulares de Adriana Lisboa. Publicada pela Rocco em 2004, a obra chega agora em edição revista e ampliada pela Maralto Edições
'Recomendo Ronda da noite porque é um desses romances breves que continuam a se expandir dentro do leitor. A prosa de Modiano é límpida, mas nunca inteiramente apaziguadora', sentencia
Leia também
'Indócil' é o primeiro romance da colombiana Laura Ortiz Gómez
Romance é uma história de amor, memória e perda que atravessa décadas e dois mundos: o real e uma cidade misteriosa, cercada por muralhas
Romance foca em Hans, um ex-policial assombrado pelas memórias de seus crimes em Joanesburgo