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Os limites do amor
PublishNews, Redação, 06/12/2021
Vencedor do Booker Prize 2020, romance publicado pela Intrínseca narra uma relação complexa e intensa entre um menino gay e sua mãe alcoólatra, num cenário decadente

Nos anos 1980, sob o comando da primeira-ministra Margaret Thatcher, a economia do Reino Unido agonizava, atingida por uma recessão. Em Glasgow, na Escócia, a taxa de desemprego disparou condenando boa parte da classe trabalhadora à miséria e ao vício. É nesse cenário sombrio que cresce Shuggie Bain, filho caçula de uma família disfuncional. A mãe, Agnes, vive com o segundo marido, um taxista mulherengo e grosseirão, que decide abandonar a família em uma vila de mineradores para nunca mais voltar. Numa busca inútil e desesperada por algum conforto, ela se afunda no alcoolismo. Livro de estreia de Douglas Stuart, A história de Shuggie Bain (Intrínseca, 528 pp, R$ 79,90 - Trad.: Debora Landsberg), venceu o Booker Prize 2020. Na obra, um a um os filhos de Agnes vão desistindo de ajudá-la, mas mesmo com os próprios problemas, o único que não cede é Shuggie. Apesar de suas tentativas de ser um “menino normal”, todos acham que há “algo de errado” com ele. Agnes quer apoiar e proteger o filho, mas a força de seu vício é tamanha que eclipsa todos ao seu redor, inclusive seu amado Shuggie, que acaba sendo vítima de abuso sexual sem ter a menor ideia de que está sofrendo uma violência. A crueldade da pobreza, os limites do amor, o vazio do orgulho, a violência dos vícios, a dor da perda e da autodescoberta. Tudo isso está em A história de Shuggie Bain, um livro de estreia comovente sobre o amor irrestrito e inexplicável que somente as crianças sentem por seus pais.

[06/12/2021 05:00:00]
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