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O feminismo do Século 21
PublishNews, Redação, 08/11/2021
Navegando entre a militância e a reflexão, livro de Amia Srinivasan reformula a crítica política do sexo para o século XXI

O direito ao sexo (Todavia, 320 pp, R$ 79,90 – Trad.: Maria Cecilia Brandi), da filósofa de Oxford Amia Srinivasan, traz seis ensaios que inovam a maneira como discutimos — ou evitamos discutir — a ética e as políticas relativas ao sexo. Apesar de ser um ato privado, o sexo é carregado de sentido público. É preciso vê-lo como uma preferência pessoal moldada por forças externas, como um lugar atravessado de tensões onde prazer e ética podem se apartar perigosamente. “O sexo, que as feministas nos ensinaram a distinguir do gênero, já é, ele próprio, gênero disfarçado”, diz a autora. Desde o movimento #MeToo, muita gente se fixou no consentimento como a baliza que leva à justiça sexual. Porém, essa é uma noção turva: para compreender o sexo na sua complexidade — suas profundas ambivalências, sua relação com gênero, classe, raça e poder — é preciso pensar muito além do sim e não, do desejado e indesejado. É o que faz Srinivasan nesta obra. Ela dialoga com uma tradição feminista que não teme pensar no sexo como um fenômeno político. Seu conjunto de preocupações abrange as relações tensas entre estupro e injustiça racial, pornografia e liberdade, preferência e discriminação (capacitismo, transfobia etc.), alunos e professores, prazer e poder, capitalismo e sexismo.

[08/11/2021 07:00:00]
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