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Sem conseguir vender parte de sua operação, Saraiva apresenta novo plano de recuperação judicial
PublishNews, Leonardo Neto, 14/09/2021
Pela nova proposta, rede de livrarias oferece ações para saldar parte das dívidas

Saraiva apresenta novo plano de recuperação judicial | © Humberto Sousa - Divulgação
Saraiva apresenta novo plano de recuperação judicial | © Humberto Sousa - Divulgação
Como o PublishNews antecipou no fim de agosto, a Saraiva não conseguiu compradores para parte de sua operação.

A companhia esperava levantar pelo menos R$ 90 milhões com a venda do e-commerce ou R$ 113,5 milhões com a venda de lojas físicas.

Era com esse dinheiro que a Saraiva pretendia saldar parte de suas dívidas e ainda gerar caixa para seguir suas atividades. Fonte interna ouvida pelo PN disse que um grande e-commerce brasileiro chegou a manifestar interesse pela loja virtual da varejista, mas a negociação não seguiu adiante. Não houve interessados na compra do conjunto de lojas físicas da rede de livrarias.

Diante desse novo cenário, a empresa submeteu à Justiça um novo aditivo ao seu plano de recuperação judicial.

No plano anterior, aprovado em fevereiro, os credores tiveram que optar entre duas formas de recebimento. A opção A previa o pagamento de 20% da dívida com recursos decorrentes da venda da operação e a outra opção era o escalonamento dos pagamentos integrais (sem deságio) até 2048, com parcelas trimestrais a serem pagas a partir de 2026.

A primeira opção não existe mais, já que a varejista não conseguiu comprador para parte de sua operação. A proposta agora é que os credores que escolheram essa opção recebam seus valores em ações da companhia.

Não houve mudanças para os que optaram pelo pagamento escalonado da dívida.

Agora, conforme rege a Lei de Falências, os credores têm 30 dias para apresentarem manifestações contrárias ao aditivo. Se não houver manifestações, o plano é considerado aprovado e a Saraiva o colocará em curso. No entanto, caso isso ocorra - e as chances de ocorrer são maiores - o novo plano deverá ser submetido a uma assembleia geral de credores (AGC).

Para a aprovação da última versão do plano, a Saraiva precisou suspender por seis vezes seguidas a AGC até conseguir aprovar na sétima. Caso não consiga aprovação da maioria dos credores, o juiz poderá decretar automaticamente a falência da empresa.

[14/09/2021 10:10:00]
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