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Um ensaio sobre pertencimento político
PublishNews, Redação, 27/07/2021
Em livro publicado pela Boitempo, Jodi Dean discorre sobre a sobreposição da identidade política e oferece aos leitores um texto que articula história, psicanálise e filosofia

No século XX, milhões de pessoas em todo o globo se dirigiam umas às outras como “camarada”. Hoje, em círculos de esquerda é mais comum ouvir falar em “aliados”. No livro Camarada (Boitempo, 208 pp, R$ 55 – Trad.: Artur Renzo), Jodi Dean insiste no fato de que essa mudança exemplifica o problema fundamental da esquerda contemporânea: a sobreposição da identidade política a uma relação de pertencimento político que precisa ser construída, sustentada e defendida. Neste ensaio com recortes e análises originais, Dean oferece aos leitores uma teoria da camaradagem. Camaradas são pessoas que se encontram de um mesmo lado de uma luta política. Unindo-se voluntariamente por justiça, sua relação é caracterizada por disciplina, coragem e entusiasmo. Analisando o igualitarismo da figura do camarada à luz das diferenças de raça e gênero, Dean recorre a um leque de exemplos históricos e literários, como os de Harry Haywood, C. L. R. James, Aleksandra Kollontai e Doris Lessing. Eis um livro curto que articula história, psicanálise e filosofia.

[27/07/2021 07:00:00]
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