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Todas as nuances de Euclides da Cunha
PublishNews, Redação, 17/06/2021
Publicada pela Todavia, biografia sobre o intelectual traz sua trajetória recontada em todos os seus lances de realização e tragédia

Euclides da Cunha viveu relativamente pouco: apenas 43 anos. Mas foram anos movimentados. Passou meses na Bahia, durante a última campanha do Exército contra Antônio Conselheiro, em meio ao fogo cruzado da Guerra de Canudos. Liderou uma expedição selva adentro na Amazônia. Euclides ergueu fortificações militares e pontes civis. Conviveu com nomes importantes da política e da cultura na primeira década do século passado. Participou de uma conspiração para a derrubada de um presidente e defendeu outro de armas na mão. Escreveu um clássico da literatura brasileira. Tentou matar e acabou morto. Mesmo com todas essas experiências, as discussões sobre Euclides costumam se restringir à sua existência torturada, marcada pela trágica morte em troca de tiros com o amante da mulher, e à publicação de Os sertões. Mas é possível traçar um retrato mais amplo. Ele foi militar, engenheiro, jornalista, cientista, literato e cartógrafo. Foi um intelectual e um homem de ação. Escrita por Luís Cláudio Villafañe G. Santos, Euclides da Cunha: Uma biografia (Todavia, 432 pp, R$ 89,90) traz ainda novas interpretações para eventos conhecidos e outros episódios da vida do intelectual que continuam pouco explorados. Com riqueza de detalhes e documentação inédita, as circunstâncias da viagem de Euclides pelo rio Purus e o período que passou trabalhando sob as ordens do barão do Rio Branco aparecem neste livro com frescor e vivacidade.

[17/06/2021 07:00:00]
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