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A investigação sobre a queda de Carlos Ghosn
PublishNews, Redação, 05/11/2020
Livro dos jornalistas Bayart e Eglof explica a engenhosa história do CEO da Nissan e da Renault e um dos executivos mais poderosos do planeta

No dia 19 de novembro de 2018, um jato privado pousa em Tóquio e seu único passageiro é preso pela polícia japonesa. A pessoa era o franco-brasileiro Carlos Ghosn, CEO da Nissan e da Renault, um dos executivos mais poderosos do planeta. Voltando na história, quase 20 anos antes, o Japão o transformara em um herói. Ghosn havia ressuscitado a Nissan, conquista que o elevou à condição de mito e, dessa forma, beneficiário de excessivas generosidades. Salário exorbitante, móveis luxuosos, festas e recepções, até no Palácio de Versalhes, e o grupo japonês pagando por todos os caprichos de seu patrão. Os jornalistas franceses do Le Figaro, Bertille Bayart e Emmanuel Egloff, acompanharam cada capítulo da investigação sobre a queda de Carlos Ghosn – que escapou do Japão para o Líbano em uma fuga digna de cinema. A armadilha (Gryphus, 334 pp, R$ 49,90 – Trad.: Teresa Dias Carneiro) é o relato minucioso das circunstâncias da sua fuga e prisão. Na obra, Bayart e Egloff descrevem com riqueza de detalhes o quadro completo dessa história cheia de reviravoltas, conspirações e ramificações, e ainda revelam os bastidores de como operam as grandes multinacionais e como se dá o intricado jogo de poder desses conglomerados.

[05/11/2020 07:00:00]
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