Publicado pela Ateliê Editorial, ‘Herdando uma biblioteca’ fala sobre o surgimento e aperfeiçoamento de uma biblioteca durante a história de vida de um escritor
Herdando uma biblioteca (Ateliê Editorial, 192 pp, R$ 42), do escritor paranaense Miguel Sanches Neto, reúne crônicas que falam de leituras, das bibliotecas que herdamos e que deixamos de herança, daquelas que existem na realidade e das outras, às vezes melhores, que só persistem em nossa imaginação. Num certo sentido, o livro é uma continuação – ou desdobramento – do romance autobiográfico de Sanches Neto,
Chove sobre minha infância. Os temas que lá estão reaparecem nesta obra e o diálogo entre as duas é notável a cada passagem. Miguel lembra de saída que, órfão precoce de pai analfabeto, não poderia ter herdado livros. Restava então desvelá-los no quotidiano precário da Peabiru da infância, da banca de jornais que vendia alguns poucos volumes, na descoberta espantosa de livrarias e sebos em outras cidades. Junto com a versão revista e ampliada de
Herdando uma biblioteca, Miguel Sangues Neto também lança
Museu da infância eterna (176 pp, R$ 40), que abordam a memória infantil.