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Na Black Friday, varejo de livros vendeu menos, mas ganhou mais dinheiro
PublishNews, Redação, 06/01/2020
Dois institutos de pesquisa que acompanham a evolução do varejo de livros no Brasil apuraram discreta queda no número de exemplares vendidos, mas aumento (igualmente discreto) no faturamento

O mês de novembro se tornou, nos últimos anos, um período muito esperado pelo varejista brasileiro. Isso porque a Black Friday, uma tradição norte-americana, caiu de vez no gosto do consumidor daqui. Mas como o varejo de livros se comportou nessa importante data do calendário em 2019? A GfK e a Nielsen – institutos de pesquisa que acompanham a evolução do varejo de livros no País – publicaram no finzinho do ano passado seus relatórios relativos ao mês de novembro e o resultado, em linhas gerais, foi: varejistas venderam menos, mas faturaram mais.

A GfK, que realiza o seu relatório graças a uma parceria com a Associação Nacional de Livrarias (ANL), apurou a venda de 4,1 milhões de exemplares o que redundou no faturamento de R$ 150 milhões. Em comparação com 2018, isso representa queda de 1,1% no número de exemplares vendidos e aumento de 0,7% no faturamento.

Já a Nielsen, cujo Painel do Varejo de Livros é realizado em parceria com o Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL), registrou a venda de 3,4 milhões de cópias vendidas e faturamento de R$ 128 milhões. Na comparação com 2018, os estabelecimentos monitorados pelo instituto de pesquisa venderam 0,43% a menos em volume, mas faturaram 1,82% a mais.

No acumulado do ano, os dois institutos percebem uma queda tanto em volume quanto em valor. A GfK fala em variação negativa de 11,2% no número de exemplares vendidos e de 8,5% em faturamento. Já a Nielsen apura queda de 8,27% no volume e de 7,56% em valor.

Os relatórios da Nielsen e da GfK estão disponíveis para baixar clicando nos respectivos links.

[06/01/2020 10:00:00]
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