Publicidade
Um roteiro afetivo da história da psicanálise
PublishNews, Redação, 02/12/2019
Livro esclarece como a psicanálise alimentou-se de literatura, cinema, teatro, viagens e mitologias para se tornar uma cultura universal

Em Dicionário amoroso da psicanálise (Zahar, 360 pp, R$ 89,90 – Trad.: André Telles), Elisabeth Roudinesco abandona sua abordagem acadêmica habitual para dar livre curso a encadeamentos inéditos. Em vez de conceitos, atores ou países, o leitor encontra temas, palavras, ficções e territórios reunidos de modo arbitrário e pessoal, além de citações, remissões e um índice onomástico. Cruzando cidades e museus, personagens, poemas e romances que lhe são familiares ou que aprecia em particular, Roudinesco adota o método intuitivo para esclarecer ao leitor como a psicanálise alimentou-se de literatura, cinema, teatro, viagens e mitologias para se tornar uma cultura universal. De Amor a Zurique, passando por Animais, Cidades brasileiras, O Segundo Sexo, Hollywood, David Cronenberg, Jesuítas, Sherlock Holmes, Marilyn Monroe, Paris, Felicidade, Psiquê, Leonardo da Vinci e muito mais -, o livro reúne uma vastidão de experiências e palavras.

[02/12/2019 07:00:00]
Matérias relacionadas
'Entre Folhas' chegará ao mercado com dois títulos, já em fase final de produção
'As regras da guerra' explica por que nem tudo é permitido nos campos de batalha
Rita Carelli reconstitui os fios da trama que atravessa o assassinato do missionário jesuíta Vicente Cañas
Leia também
Livro ironiza elementos da psicanálise e das narrativas de superação
O autor vê o caminho da escrita sobre a literatura a partir de uma "desconfiança crítica", que deve se sustentar no pluralismo e na variedade de ideias
Em meio à viagens e experiências, autor português chega a conclusão de que tudo carrega a sua própria finitude