Uma fragmentada história familiar
PublishNews, Redação, 1º/08/2019
Em ‘Talvez Esther’, Katja Petrowskaja reconstitui a fragmentada trajetória de sua família a partir de uma perspectiva inusitada.

Numa esquina da Kiev de setembro de 1941, a babuchka, que talvez se chamasse Esther, pergunta em iídiche a soldados alemães o caminho para Babi Yar, onde, dois dias depois, mais de 33 mil judeus seriam mortos. Essa história, porém, começa muito antes e é narrada de um ponto de vista singular: o de uma ex-cidadã soviética nascida na Ucrânia no início da década de 1970 que escolhe Berlim como refúgio e ponto de partida, e adota o alemão, aprendido aos 26 anos, como instrumento de resgate de uma fragmentada história familiar. É dessa Berlim, hoje pacífica, que parte a jornada da narradora em busca da própria história, entrecruzada a todo instante por eventos cruciais do século XX. Talvez Esther (Companhia das Letras, 240 pp, R$ 64,90 – Trad.: Sergio Tellaroli), livro da ucraniana Katja Petrowskaja, reconstitui a fragmentada trajetória de sua família a partir de uma perspectiva inusitada.

[01/08/2019 07:00:00]
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